Mostra Cultural 2025: Saberes Originários e Ancestrais

Você já parou para pensar que tudo o que você sabe sobre respeito, sobre cuidado, sobre estar no mundo… veio de alguém? E essa pessoa aprendeu com outra, que aprendeu com outra, que aprendeu lá atrás, num tempo que a gente nem conheceu, mas que ainda pulsa aqui, agora, em cada gesto nosso. Sua ancestralidade não é só passado. Ela é o presente que te sustenta. São fios invisíveis que nos ligam a quem veio antes e a quem ainda vai vir.
Em 2025, o Matéria Prima mergulhou fundo no tema Saberes Originários e Ancestrais como algo vivo, pulsante e urgente. Ao longo do ano, abrimos espaço para que cada aluno e aluna pudesse investigar sua própria raiz. De onde vieram seus pais? Quem eram seus avós? Que línguas falavam, que comidas faziam, que histórias guardavam? Essa jornada convidou as famílias para uma escavação afetiva. Porque valorizar a ancestralidade é também valorizar quem está aqui, agora, sustentando a vida com as mãos.
No Ateliê de Artes Visuais, "Saberes que moram no colo: a casa de vó como raiz" foi o ponto de partida para um mergulho coletivo nas memórias afetivas. Aquele cheiro de bolo no forno, a textura do sofá da sala, o pote de biscoito sempre cheio, o quintal com chão de terra batida, lugares que, na verdade, são sentimentos.
Os povos originários nos mostram, há séculos, que o conhecimento não está só nos livros ou nas universidades. Ele está no ato de cozinhar com as mãos e a intuição, de cantar para curar, de agradecer antes de colher. Esses saberes nos lembram que somos parte desse mundo, não os donos dele. Que o tempo é cíclico, não linear. Que a memória é coletiva. E que educar é reconhecer que todos temos algo a ensinar e algo a aprender. Porque no fundo, todos nós somos feitos de muitos.
Quer dar uma olhadinha e conferir como foi?
Confira!

Celebrado em 28 de maio, o Dia Nacional do Brincar convidou à reflexão sobre a importância das brincadeiras para o desenvolvimento das crianças. No Instituto Eurofarma, a data foi comemorada com uma programação especial que transformou o dia em uma experiência repleta de interação, criatividade e diversão. Ao longo das atividades, as crianças participaram de desafios, jogos e dinâmicas que estimularam a participação de todos. Entre os momentos mais aguardados estiveram o quiz, o torta na cara e diversas brincadeiras que garantiram risadas e muita animação. Entre uma brincadeira e outra, surgiram novas descobertas, aprendizados e muitas memórias. A Organização das Nações Unidas considera o brincar um direito fundamental da infância, destacando que as atividades recreativas e o lazer são essenciais para o desenvolvimento saudável das crianças. Mais do que entretenimento, brincar contribui para a construção de habilidades sociais, emocionais e cognitivas que acompanham os indivíduos ao longo da vida. Brincar não é apenas uma forma de diversão, mas uma experiência essencial para a aprendizagem. Afinal, é por meio das brincadeiras que a infância encontra espaço para explorar, imaginar, criar e crescer.

O ateliê de Corpo e Movimento, do Matéria-Prima, recebeu uma atividade conduzida pelo Skate para Elas, projeto criado por Amanda Saraiva para incentivar a presença de mulheres na prática do esporte. O encontro levou ao Instituto Eurofarma uma experiência marcada por descobertas, trocas e novos desafios, ampliando o olhar sobre o corpo como espaço de confiança. Ao longo da atividade, as crianças foram incentivadas a colaborar umas com as outras e enfrentar novos desafios no próprio ritmo. Entre tentativas, descobertas e conquistas, a iniciativa também abriu espaço para o desenvolvimento da autonomia e da autoestima. Além de aprenderem movimentos, a experiência mostrou como práticas corporais podem fortalecer vínculos, estimular novas possibilidades e criar um ambiente onde cada participante se sinta pertencente e capaz de ocupar novos caminhos.

Segundo dados do movimento Teach the Future Brasil, 62% dos jovens brasileiros têm medo do que pode acontecer com eles no futuro, enquanto 78,5% apontam a ansiedade como o principal sentimento em relação ao amanhã. Ao observar a juventude atual, é possível perceber que muitos jovens já crescem cercados por pressões intensas sobre o futuro. Existe a cobrança para dar certo, escolher um caminho profissional e isso em uma fase marcada por descobertas, inseguranças e construção de identidade. Nesse contexto, a escuta e o acolhimento se tornam fundamentais. Muitas vezes, o que um jovem mais precisa é sentir que existe alguém disposto a ouvi-lo sem julgamentos, reconhecendo suas potencialidades e mostrando que ele não precisa enfrentar tudo sozinho. Quando os educadores criam espaços seguros de diálogo, valorizam as vozes dos estudantes e incentivam suas capacidades, contribuem diretamente para o fortalecimento da confiança, da autonomia e da esperança desses jovens. O apoio, o incentivo e a presença no dia a dia ajudam esses jovens a se sentirem mais seguros para sonhar, fazer escolhas e construir perspectivas para o futuro.

O encontro com ex-alunos do Preparatório para Vestibular que foram aprovados em universidades públicas marcou um momento especial de troca e reconhecimento no Instituto Eurofarma. Durante o café, os estudantes tiveram a oportunidade de conversar sobre suas experiências como vestibulandos, o processo até a aprovação na universidade e como está sendo a jornada agora. Foi um espaço de escuta e diálogo que aproximou histórias e mostrou, na prática, que esse caminho é possível. Entre trocas e conversas, os relatos dos estudantes deram ainda mais significado ao encontro. Como destacou Ana Clara Souza Bispo dos Santos , ex-aluna do Preparatório para Vestibular: “Foi um dia muito acolhedor, com conversas marcantes que me fizeram perceber que não estive sozinha nessa trajetória desafiadora que é o vestibular. Vi pessoas que estudaram comigo, e também de outras turmas do PEV, conquistando esse mesmo sonho, o que foi muito emocionante. Eu não me enxergava nesses lugares; entrar em uma universidade pública parecia algo muito distante. Hoje, curso Fisioterapia na UNESP e consigo me ver onde antes parecia impossível.” Além da troca, o encontro também foi marcado por um momento simbólico: a entrega de chromebooks aos alunos. A iniciativa tem como objetivo incentivar o acesso à informação e o desenvolvimento contínuo, fortalecendo o processo de aprendizagem dentro e fora da sala de aula.
